sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

200 anos de indústria gráfica no Brasil


7 de fevereiro foi a data escolhida para homenagear o profissional gráfico em razão de uma greve realizada por esses profissionais no ano de 1923, em São Paulo, onde reivindicavam melhores condições de trabalho e salários mais justos. O movimento obteve sucesso e marcou a base sindical do país, tendo sido liderado por João da Costa Pimenta.
O profissional gráfico trabalha na impressão de panfletos, folderes, cartões de visita, convites, notas fiscais, materiais de expedientes (formulários), livros, revistas e jornais, além de etiquetas, envelopes, embalagens, out-door e banners. Também são responsáveis por produção de artigos de papelaria e cartonagem.
Johannes Geinsfleish Gutemberg (1400-1468), foi o primeiro a usar técnicas gráfica, através de um código de impressão feito por letras em alto relevo e metálicas, a que chamaram de tipos (Tipografia), próprias para fixar a tinta. Foi ele o responsável pelo aperfeiçoamento das técnicas de impressão, sendo o primeiro a publicar a Bíblia Sagrada, através da impressão de trezentas páginas por dia.
Com a evolução, as formas de impressão se tornaram mais modernas e mais ágeis, tornando a profissão de gráfico importante ferramenta para as comunicações, para o jornalismo, para divulgar ideias.
Mas em virtude da modernidade e da informatização, os trabalhos gráficos não ficaram somente em torno das impressões das letras. As artes gráficas vieram com força total, possibilitando impressão de imagens em altas resoluções, dando maior qualidade aos produtos.
Para se chegar ao produto final, o gráfico deve executar suas atividades em três níveis distintos: a arte ou pré-impressão (hoje amplamente executada no computador, por programas como: corel draw, Page maker, indesign, protoshop); a impressão, através de uma matriz de impressão, através da off-set, rotogravura, flexografia ou das gráficas rápidas (impressoras a laser, coloridas ou não); além da etapa de acabamento, onde utiliza-se de colagens, grampeamentos, dobraduras e cortes, fazendo a organização final do produto.
Dados apontam que no Brasil, nos dias de hoje, mais de duzentos mil gráficos atuam no mercado.
PASSO A PASSO
O gráfico viabiliza a produção de todos os tipos de impressos (livros, jornais, revistas, cartazes) e a confecção de artefatos de papelaria e cartonagem.
Na indústria gráfica, a rotina do profissional é precisa. O processo de produção divide-se em três etapas: arte(pré-impressão), impressão e acabamento.
Na arte(pré-impressão), ele é responsável por realizar o projeto do produto gráfico que pode ser a página de uma revista, um folheto, uma embalagem etc. Também prepara as imagens e textos que serão impressos e as matrizes que vão para as impressoras gráficas. Para realizar esse trabalho, é necessário, além de dominar o uso da computação gráfica e os processos de fabricação de matrizes de impressão, conhecer todo o processo de produção gráfica.
Na impressão, sua função é coordenar esta etapa, pressupondo-se que conhece os processos de impressão adotados pela indústria para a qual trabalha. Os mais utilizados no mercado são: off-set, rotogravura e flexografia.
A rotogravura e a flexografia servem à impressão de embalagens flexíveis como celofane, filmes de alumínio e filmes plásticos. Revistas de grande tiragem também costumam ser impressas por rotogravura.
O processo mais utilizado na impressão de produtos editoriais, artigos de papelaria, formulários contínuos e embalagens rígidas é o off-set. Com esta tecnologia é possível imprimir pequenas ou grandes tiragens em cores ou preto e branco.
E na etapa do acabamento, o gráfico deve dar os últimos retoques no produto já impresso, que pode ser cortado, grampeado, colado e/ou dobrado. Acabado, visto e revisto, está pronto para o mercado.

CRESCIMENTO DO SETOR

Na esteira do crescimento da indústria gráfica de 4,2% em 2010, gerando cerca de 11 mil novos postos de trabalho, o setor acredita que é preciso conquistar mais competitividade no mercado.
“Investimos muito em equipamentos nos últimos anos. É preciso transformar essa capacidade produtiva adquirida em ganho de competitividade”, avalia Fabio Arruda Mortara, presidente do Sindicato da Indústria Gráfica no Estado de São Paulo (Sindigraf-SP) e diretor da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf).
Os investimentos da indústria gráfica em equipamentos de pré-impressão, impressão e acabamento alcançaram, de 2008 a 2010, cerca de US$ 4 bilhões – estão contabilizados apenas equipamentos importados.
“O parque gráfico nacional foi modernizado. Agora, torna-se crucial combinar isso com a gestão eficiente das empresas. Principalmente em um momento em que as importações de produtos gráficos crescem no País. Precisamos mostrar capacidade de atender as novas necessidades e expectativas do mercado, com qualidade e inovação”, conclui Mortara.

Que São João Evangelista, protetor dos Gráficos abençoe a data.


Copidescado por José Paiva.

Um comentário:

  1. Muito Bom o conteúdo do teu blog... me identifiquei bastante...

    Já estou seguindo, espero que me sigas tbm...

    http://eternizadoempalavras.blogspot.com/

    Abraços, Rafah!

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